O Governo de São Paulo abriu ao público nesta semana a Biblioteca de São Paulo, que ocupa uma área de 4.257 m² no Parque da Juventude, zona norte da capital. O local possui projeto arquitetônico assinado pelo escritório Aflalo & Gasperini e projeto de interiores de Dante Della Manna.
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| Investimento na Biblioteca de São Paulo foi de R$ 12,5 milhões |
A Biblioteca de São Paulo foi instalada em um edifico já existente no Parque da Juventude. "As principais modificações no edifício original foram a colocação de uma lona externa para aumentar a área coberta do edifício e a instalação de duas pérgulas no terraço do primeiro pavimento para dar mais sombra aos ambientes de leitura", explica Roberto Aflalo Filho, um dos sócios do escritório Aflalo & Gasperini. "Além disso, fizemos intervenções no mobiliário, layout, serigrafia nos vidros para diminuir a transparência, entre outras coisas."
De acordo com ele, a Biblioteca de São Paulo foi inspirada nos serviços e programas da Biblioteca Pública de Santiago, no Chile. "A referência original foi a Biblioteca de Santiago porque ela também ocupou a área de uma indústria. Esse edifício em São Paulo se adequou a nossa proposta porque tem uma planta livre, com espaços bem flexíveis para se adotar uma biblioteca", lembra.
Internamente, os dois andares do edifício não são separados fisicamente, mas por móveis e prateleiras. No térreo, a biblioteca possui o hall de entrada, com a recepção, um guarda-volumes e o terminal de "auto-atendimento", e três espaços de leitura destinados exclusivamente à crianças de até três anos, de 4 a 11 anos e de 12 a 17 anos. O auditório, com capacidade para 106 pessoas, também fica localizado no piso térreo. O local será utilizado para a realização de cursos regulares para capacitação dos profissionais da biblioteca, workshops, encontros dinâmicos e estudos de comunidades, palestras e projeções de filmes para os frequentadores.
Já no primeiro pavimento da Biblioteca de São Paulo está a área destinada aos adultos, com computadores, pufes, revistas e livros consagrados. "Os dois andares também possuem algumas "caixinhas" soltas no espaço que são usadas como salas de reunião. As caixinhas são coloridas, como se fossem móveis mesmo", afirma o arquiteto.
A fachada finaliza o projeto do escritório, que optou por elementos pré-moldados revestidos com um agregado de pedras pigmentado. A área externa da biblioteca abriga o café e áreas para leituras e apresentações ao ar livre.
O investimento na Biblioteca de São Paulo foi de R$ 12,5 milhões, sendo R$ 10 milhões do Governo de São Paulo e R$ 2,5 do Ministério da Cultura, por meio do Programa Mais Cultura. O espaço fica aberto de terça a sexta das 9h às 21h e sábado, domingo e feriados das 9h às 19h.
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| Internamente, ambientes da biblioteca são separados por móveis |
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| Serigrafia foi feita para diminuir a transparência nos vidros |