Uma antiga área degradada, antes ocupada por um incinerador, foi revitalizada e se transformou numa praça sustentável no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Com inauguração prevista para 3 de novembro, o equipamento público de 13,6 mil m² será um Museu Aberto da Sustentabilidade, com centro de educação ambiental, arena de espetáculos, pista de skate, bosque, equipamentos de ginástica ao ar livre, pista de caminhada, laboratório de plantas, área de investigação de espécies e centro de convivência para a terceira idade.
O projeto assinado pelas arquitetas Adriana Levisky e Anna Julia Dietzsch, da Levisky Arquitetos Associados, foi concebido de forma a impedir o contato com o solo pelos visitantes, já que o local está contaminado com substâncias tóxicas provenientes de resíduos domiciliares e hospitalares processados na área até 1989. Para isso, foram executados decks e uma laje alveolar nas transversais, além de bordas na praça.
Além do uso de madeira legalizada e de diferentes espécies brasileiras, como Ipê, Tatajuba, Garapa, Sucupira e Itaúba, o projeto do parque também previu ações sustentáveis, como a implantação de placas de energia solar com fins educativos, iluminação com Leds e sistema de reaproveitamento da água da chuva. O projeto paisagístico recebeu atenção especial e a vegetação é composta de diferentes espécies com funções orgânicas, fitoterápicas além de outras utilizadas na produção de biocombustíveis, para efeito demonstrativo.
A execução do praça, denominada Victor Civita - Espaço Aberto da Sustentabilidade, em homenagem ao fundador da Abril, foi realizada por meio de parceria público-privada (PPP) entre a Prefeitura do Município de São Paulo e a empresa de comunicação.
A Praça Victor Civita fará parte da 7ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, que terá como tema "Arquitetura: o público e o privado". O evento ocorrerá entre os dias 10 de novembro e 16 de dezembro, no Pavilhão de Exposições do Parque do Ibirapuera, na cidade de São Paulo.