O escritório de arquitetura BCMF, dos arquitetos brasileiros Bruno Campos, Marcelo Fontes e Silvio Todeschi, conquistou a medalha de ouro no grupo A do Prêmio IAKS da América Latina e Caribe, concurso de arquitetura de instalações esportivas e recreativas para a região. O projeto vencedor foi o Complexo Esportivo de Deodoro, no Rio de Janeiro, projetado para o Pan-americano 2007. O mesmo projeto já havia sido finalista na Bienal Ibero-americana de Lisboa, em 2008, e ganhou outros prêmios internacionais.
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| Vista aérea do complexo, na região de Bangu, no Rio de janeiro |
O complexo conta com instalações para a prática de Tiro Esportivo, Hipismo, Tiro com Arco, Hóquei sobre Grama e Pentlato Moderno, já atendendo aos padrões de competições internacionais, sem necessidade de reforma das áreas para os Jogos Olímpicos 2016. Todo o complexo custou aproximadamente R$ 120 milhões, está construído sobre um terreno pertencente ao Exército Brasileiro de 1 milhão de m² e tem uma área construída de aproximadamente 100 mil m². No local ainda deve ser construído ainda o Parque Radical para as Olimpíadas 2016.
De acordo com Campos, o projeto foi executado com sistema construtivo misto, a fim de agilizar a execução da obra. Foram utilizados os sistemas de concreto fundido ''''in loco'''' (pilares, contenções e muros de proteção), concreto pré-moldado (degraus e "vigas jacaré" das arquibancadas e lajes em geral) e estrutura metálica (coberturas de vigas treliçadas revestidas com telha sanduíche), com vedações (alvenaria, drywall, painéis de telha, brises e vidros) independentes da estrutura. Segundo o arquiteto, por se encontrar na região de Bangu, uma das áreas mais quentes da cidade, e pelas particularidades das instalações esportivas, que necessitavam de grandes vãos livres e de isolamento termo-acústico, o complexo contou com um tipo de sistema construtivo onde a cobertura se desdobra em forro, que se desdobra em parede, gerando uma série de elementos contínuos de "forte impacto visual de linhas retas e simples, às vezes violentamente exacerbadas em contraste com a paisagem natural, mas de fácil construção e manutenção".
Além disso, os poucos materiais empregados (concreto aparente, telha termoacústica, bloco de concreto, cobogó, brises, vidros), juntamente com a repetição das soluções dos pórticos, beirais, forros e dos sheds, conferem uma unidade em termos de imagem às cinco instalações esportivas e suas construções de apoio. Isso trás uma sensação de unidade entre as cinco instalações, que devem ser vistas como um único complexo.
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| Para-balas do complexo |
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| Entrada do complexo |
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| Centro de Tiro do complexo |
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| Vista noturna do complexo |
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| Arquibancada da área de hipismo |
Confira os premiados:
Grupo A - Estádios, ginásios, instalações multiuso e centros esportivos.
OURO - Complexo Esportivo de Deodoro, Rio de Janeiro, Brasil - Arquitetura: BCMF Arquitetos.
PRATA - Estádio Bicentenários Nelson Oyarzún, Chillán, Chile - Arquitetos: Javier Ávila, Roberto Olivos e Isabel Perrelló.
BRONZE - Arena Puerto Montt, Puerto Montt, Chile - Arquitetos: Fernando Sottomayor y Associados.
MENÇÃO HONROSA - Estádio Mundialista Francisco Sanches Rumoroso, Coquimbo, Chile - Arquiteto: Alberto Montealegre Klenner.
Grupo B - Piscinas, academias, spas, clubes, parques e/ou instalações especiais/outros.
OURO - Centro de Alto Rendimento Ciudad Bolívar, Ciudad Bolívar, Argentina - Arquiteto: Estuddio DKKA.
PRATA - Club Balthus, Santiago, Chile. Arquitetura: Alonso, Balaguer Y Arquitectos Asociados.
BRONZE - Unidad Deportiva Maria Luis Calle, Medellín, Colômbia - Arquiteto: Carlos Rodriguez Osorio.
MENÇÃO HONROSA - Parque Juanes de La Paz, Medellín, Colômbia - Arquiteto: Carlos Rodriguez Osorio.