A equipe brasileira que concorre no Solar Decathlon Europe (SDE) acaba de finalizar o projeto básico de uma casa energeticamente sustentável. A competição avalia o projeto e construção de um protótipo de uma casa de 70 m² sob dez critérios: arquitetura, engenharia, instalações, consumo de energia, conforto, funcionamento de equipamentos, inovação e sustentabilidade.
Esta é a primeira vez que o Brasil participa do Solar Decathlon Europe. No total, 20 equipes de todo o mundo foram escolhidas para participar da competição bienal, que faz parte de um convênio entre os Estados Unidos e Espanha. O grupo brasileiro é composto por representantes das universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de Minas Gerais (UFMG), do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de Santa Catarina (UFCS), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade de São Paulo(USP).
Segundo Roberto Lamberts, pesquisador do programa PROCEL Edifica da Eletrobrás e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, que integra o projeto, o desenho original ainda deve sofrer significativas mudanças. "Tratamos inicialmente da arquitetura e de simulações energéticas, que está se tornando um limite para a arquitetura", conta Lamberts. Ele considera um desafio interessante para os estudantes que estão participando do projeto. "O arquiteto brasileiro é muito plástico, estético. Mas esse concurso demanda uma característica mais técnica do projetista", observa.
Segundo Lamberts, entre as mudanças previstas para o protótipo está a diminuição das áreas transparentes para que o projeto tenha um dimensionamento térmico adequado para Madri (Espanha), onde ocorrerá a final entre maio e julho de 2010. Essa questão gerará um desafio à equipe brasileira que, em função das características climáticas do país, não está acostumada a harmonizar sistemas de calefação e ar-condicionado. "O Brasil não possui muita experiência com isso", diz.
Lamberts revela que os aspectos de engenharia da casa solar estão começando a ser elaborados. Segundo ele, o desafio está em como conjugar a cobertura e a fachada para aumentar a área dos coletores solares. "Estamos pensando em operar com bombas de calor de altíssima eficiência em conjunto com sistemas solares para melhorar o rendimento da casa", conta.
Um protótipo da casa será montado em tamanho real para a realização de ensaios e também será executada em Madri. A equipe brasileira planeja executar posteriormente diversas versões para os variados climas do país.
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Confira abaixo as imagens do projeto básico.