Publicidade
Anuncie Institucional Fale Conosco
 
Piniweb
buscar  
  OK
   
sites Pini  
acesso premium
 login  esqueci a senha
 senha  OK
 
  Arquitetura < Home
 
tamanho do textodiminuir textoaumentar texto
17/Junho/2011

Lelé apresenta mais detalhes dos projetos para o Minha Casa, Minha Vida


Arquiteto desenvolveu tipologias em estrutura metálica com argamassa armada montadas manualmente. Proposta também contempla edificações em encostas


Por Cláudia Estrela Porto, especial para a revista AU

A notícia correu: Lelé foi convidado pela presidente Dilma Roussef para rever e apresentar uma solução ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Conhecido pela Rede Sarah de Hospitais e Tribunais de Contas da União, um dos maiores especialistas brasileiro na pré-fabricação apresentou dois projetos, inicialmente detalhados para regiões de favelas de Salvador - a urbanização de Pernambués, com ocupação mista de apartamentos e casas geminadas, e o conjunto habitacional para Cajazeiras. Mas as soluções podem ser adaptadas a qualquer parte do País.

Divulgação: IBTH
Projeto do arquiteto para a favela de Cajazeiras

 
"O programa tem de levar em conta as diversas tipologias brasileiras, típicas de cada lugar, inclusive topográficas. No caso de Salvador, a topografia dificulta muito a implantação de um prédio convencional, conforme está sendo feito", explica. Desenvolvida e apresentada em janeiro, a proposta está ainda à espera da superação de entraves burocráticos para ser implementada.

Os prédios propostos são de estrutura mista metálica com argamassa armada. Todas as peças, inclusive as metálicas, são montadas manualmente. "A peça mais pesada, uma laje que vence 2,70 m de vão, pesa 86 kg, o que permite que duas pessoas a montem manualmente", explica Lelé.

A proposta para Pernambués, além das unidades habitacionais, inclui creche, escola, área de lazer. "Habitação não é só o lugar onde você mora, é um conjunto de coisas que fazem você sobreviver, inclusive o trabalho. Em Salvador, onde a economia informal tem um peso forte, é impossível pensar uma proposta como essa sem levar em consideração todos os parâmetros", avalia.

Divulgação: IBTH
Proposta do arquiteto para favela de Pernambués

Lelé pretende realizar o projeto pelo Instituto Brasileiro de Tecnologia do Habitat, sem fins lucrativos, que criou há dois anos em Salvador, cujo objetivo, além da pesquisa, é a realização de obras públicas com a pré-fabricação. Segundo Lelé, um programa de abrangência nacional como este requer industrialização e qualidade, o que só se consegue com tecnologia. E disso, ele entende.

Confira, a seguir, entrevista com o arquiteto e mais imagens dos projetos:

Como foi seu trabalho para o Minha Casa, Minha Vida?
Fiz uma análise do programa para o caso de Salvador, onde a topografia dificulta muito a implantação de um prédio convencional, conforme está sendo feito. A proposta não é tirar as pessoas do local, é refazer, com o apoio de uma fábrica.

De que forma a fábrica trabalharia?
As casas têm de ser bem feitas, industrializadas. Montaríamos uma mini-usina em cada local, para atender uma demanda de 300 unidades e uma população de 2 a 2,5 mil pessoas. A mini-fábrica, que pode ser desmontável e transportada para outro local, tem capacidade para fazer 40 apartamentos em 45 dias.

Qual é o sistema construtivo?
Um sistema misto de aço com argamassa armada. São construções com até quatro pavimentos, como as que eles constroem hoje, e até com uma pequena oficina no quarto nível, pois essa população vive muito do que produz em casa. A proposta contempla a forma de vida que eles adotam hoje, dando-lhes conforto. O bondinho sobre trilhos, por exemplo, leva os moradores morro acima, evita que eles subam 40 metros feito cabritos.

As pessoas da comunidade poderiam trabalhar para fazer as suas próprias moradias, ou é necessário mão de obra qualificada?
A gente qualifica a mão de obra num instante. A qualificação é pequena porque, a rigor, trata-se de um jogo de armar que se aprende com rapidez. Lógico que há os instrutores. O que estamos propondo é a racionalização da construção nos mínimos detalhes, nada é improvisado. Um tipo de construção que vai se multiplicando e que pode ser repassada para qualquer pessoa, e para as empresas.

Projeto Cajazeiras

Divulgação: IBTH

Divulgação: IBTH

Divulgação: IBTH

Projeto Pernambués

Divulgação: IBTH

Divulgação: IBTH

Divulgação: IBTH

Divulgação: IBTH

Divulgação: IBTH

Leia reportagem e entrevista completa sobre o projeto na edição 208 (julho de 2011) da revista AU


  Arquitetura < Home
 
Envie para um amigo Imprimir topo da página
 
 
Relacionados
 

matéria

PINIweb :: 15/05/12
Iphan aprova a construção de reserva arqueológica em Rondônia

PINIweb :: 14/05/12
Universidade em Curitiba recebe instalação inspirada no movimento

PINIweb :: 14/05/12
Ministério da Cultura vai realizar concurso de projetos para arenas culturais

PINIweb :: 10/05/12
Secretaria da Habitação de São Paulo lança publicação com estudos sobre favelas

 

publicidade
 

artigos + lidos
 

PINIweb :: 10/05/12
NR-18 recebe alteração em itens que tratam da segurança nas ancoragens

PINIweb :: 11/05/12
Projeto brasileiro participa de competição internacional de casas autossuficientes

PINIweb :: 28/07/03
Banheiros com acessibilidade para pessoas com deficiência física e idosos

PINIweb :: 09/05/12
Consórcio instala os pilares da cobertura do estádio Castelão, em Fortaleza

 
lojaPini
OK
 
TAGs
Entender TAG
2012 Agenda Arquiteto Arquitetos Arquitetura Brasil CBIC concreto Concurso de Emprego Engenharia FGV Materiais Obra pesquisa profissionais Projeto Rio de Janeiro São Paulo
 
 
Guia da Construção