A construção civil está contratando mais trabalhadores com carteira assinada. Segundo levantamento do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e da FGV Projetos (Fundação Getúlio Vargas), 2 milhões de trabalhadores estão registrados sob regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Desde 1995 essa marca não era ultrapassada.
O estoque de mão-de-obra da construção civil em todo o Brasil está estimado em 2,020 milhões de pessoas. Somente nos primeiros cinco meses de 2008 foram criadas 185,3 mil vagas formais. O número se aproxima do resultado de todo o ano de 2007, que criou 206,6 mil postos de trabalho. No acumulado do ano até maio, o crescimento registrado foi de 10,1%. Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, o aumento do total de trabalhadores do setor é de 17,5%. "Acreditamos que esse crescimento deve perdurar por muitos anos com os investimentos em infra-estrutura, a expansão do crédito imobiliário e uma taxa de juros mais equilibrada no longo prazo", declarou o presidente do SindusCon-SP, João Claudio Robusti.
O Estado de São Paulo foi responsável por contratar 52,8 mil trabalhadores (28,49% do total) nos primeiros cinco meses de 2008 - equivalente a uma elevação de 10,2% no ano. Nos últimos 12 meses, terminados em maio, o crescimento é de 21%, e na variação entre abril e maio, a alta registrada é de 0,6%. Com esse desempenho, o estoque de mão-de-obra da construção civil em São Paulo atingiu o patamar de 568,9 mil.
Somente na capital paulista, foram 26,4 mil novas vagas formais preenchidas até maio - avanço de 10,6%. Em relação ao mesmo mês de 2007, a alta chega a 23,8% e, em maio sobre abril, de 0,8%. A cidade de São Paulo concentra 273,6 mil trabalhadores com carteira assinada na construção civil.
A região Centro-Oeste foi a que apresentou o maior crescimento proporcional no acumulado do ano - de janeiro a maio a alta é de 15,2%. Em seguida, está o Sudeste, que no mesmo período teve elevação de 10,7% no índice. Entre maio e abril, a região Norte se destaca com crescimento de 3,1%. As regiões Centro-Oeste (2,6%), Sul (1,7%), Nordeste (1,6%), e Sudeste (1,3%) também apresentaram resultados positivos na comparação de maio e abril deste ano.