A construção civil empregou menos mão-de-obra em outubro. Embora as construtoras tenham aumentado em 0,27% o número de contratações, o percentual está bem abaixo do registrado em setembro (1,85%) ou agosto (2%) deste ano.
No total, foram empregados 5.905 trabalhadores com carteira assinada, segundo pesquisa mensal do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e da FGV Projetos, com base nos dados do Caged/MTE (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego). O presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, justifica a desaceleração nas contratações nos finais de ano como um fator histórico do setor. "Nessa desaceleração, a crise tem uma responsabilidade apenas marginal. A partir de janeiro, o emprego costuma voltar a crescer."
O total de empregados pelo setor no Brasil chegava a 2,194 milhões no final de outubro, décimo recorde mensal desde dezembro de 2007. Segundo a pesquisa, foram incorporados mais 359 mil trabalhadores em todo o País - aumento de 19,6% em relação a todo o ano de 2007. Em doze meses terminados em outubro, houve incremento de 18,5% no emprego.
Em outubro, as regiões Sudeste e Sul sustentaram a alta no nível de emprego na construção em todo o País. A primeira registrou alta de 0,53%, gerando 6.499 postos de trabalho. No Sul, a alta foi de 0,3% (891 vagas). A região Centro-Oeste registrou maior retração percentual ao perder 556 postos (-0,32%).
No Estado de São Paulo, a construção civil empregou até outubro 610 mil trabalhadores formais. No mês, foram 3.259 vagas. Somente a cidade de Sorocaba contratou mais de 1.140 pessoas (1,74%). Em contrapartida, a região de Santo André dispensou 1.448 trabalhadores (-4,61%).
Fonte: SindusCon-SP