A Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgada no dia 19 de junho, concluiu que as 110 mil empresas da indústria da construção possuíam mais de 1,8 milhão de pessoas empregadas em 2007. O estudo elaborado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ainda revelou outros aspectos com relação a salários, principais tipos de obras construídas, investimentos e materiais de construção adquiridos.
Este total de empregados representou um gasto anual de R$ 30,6 bilhões, dos quais R$ 20,7 bilhões foram empregados em salários, retiradas e outras remunerações, o que significou uma média mensal de 2,3 salários mínimos aos trabalhadores.
O levantamento ainda apontou que o Sudeste foi a região dos maiores salários do País. A remuneração média passou de R$ 850,11 para R$ 1.068,36 entre 2003 e 2007. O Centro-Oeste registrou aumento na média das remunerações, de R$ 701,46 em 2003 para R$ 883,97 em 2007 e a região Nordeste teve média salarial de R$ 769,59.
Obras construídas
As empresas de construção realizaram, em 2007, obras e serviços no valor de R$ 128 bilhões e obtiveram receita operacional líquida de R$ 122,7 bilhões, sendo que as construções executadas cresceram 16,9%, assinalando um aumento real de 10,9%, na comparação com 2006.
A construção de edificações industriais, comerciais e outros empreendimentos não-residenciais foi o segmento que mais cresceu com relação a 2006, representando um acréscimo nominal de 31,4%. Já as obras residenciais avançaram 6,3%. Por fim, o valor das obras de infraestrutura foi, em 2007, 13,5% superior ao ano anterior.
Aquisições e investimentos
Em 2007, segundo a pesquisa, os investimentos brutos da indústria da construção em ativos imobilizados totalizaram cerca de R$ 5,1 bilhões. Neste quesito, a aquisição de máquinas e equipamentos foi o principal investimento e representou 44,2% do total. Em seguida, vieram os gastos com meios de transporte (23,1% do valor investido); as compras de terrenos e edificações (21,3%); e outras aquisições (móveis, microcomputadores e ferramentas), que representaram 11,4% do total.
O principal material de construção adquirido foi o cimento, que representou 27,4% do valor dos produtos pesquisados na atividade, seguido pelo asfalto (20,6%), concreto usinado (20,5%), vergalhões (20,4%) e tijolos (11,1%).
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