O arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé, é o presidente do recém-lançado Instituto Brasileiro de Tecnologia do Habitat (IBTH), com sede em Salvador. O instituto atua como uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e pode trabalhar junto ao poder público. O primeiro projeto já está na prancheta: o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região da Bahia. São 100 mil m2 de construção.
O Instituto deve atuar em várias áreas: pesquisa, projeto, fabricação e educação. "Queremos criar um centro de pesquisas, como é o CTRS (Centro de Tecnologia da Rede Sarah). Será uma fábrica, mas vamos atuar também no ensino. Já estudamos convênios com a UFBA (Universidade Federal da Bahia) e com a Escola da Cidade, em Salvador", explica Lelé. A ideia é trabalhar com as experiências anteriores, sempre voltadas ao interesse social, e com pesquisas já realizadas no CTRS, principalmente com pré-fabricados de argamassa armada.
Com o fim das obras dos hospitais da rede Sarah, o CTRS passou a trabalhar em escala reduzida, apenas para a manutenção dos hospitais. "Ainda estou envolvido com eles, e sou consultado quando há necessidade. Mas o trabalho foi muito reduzido para a escala do que o CTRS pode fabricar", conta.
A Oscip é um título fornecido pelo Ministério da Justiça para facilitar parcerias e convênios com todos os níveis de governo e órgãos públicos. São ONGs criadas por iniciativa privada, que obtêm um certificado emitido pelo poder público federal ao comprovar o cumprimento de certos requisitos, especialmente os de transparência administrativa. Podem realizar com o poder público os chamados termos de parceria, uma alternativa para ter maior agilidade e razoabilidade em prestar contas.
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Entrevista com Lelé, publicada em AU
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