O livro "Arquitetura Brasil 500 Anos: o espaço integrador", traça um perfil da produção arquitetônica contemporânea popular entre 1960 e 2000. Organizada pelo arquiteto Roberto Montezuma, a obra de 350 páginas dá continuidade aos estudos sobre arquitetura brasileira iniciados no livro "Arquitetura Brasil 500 Anos: uma invenção recíproca", lançado em 2002.
O primeiro capítulo, intitulado Popular, foi escrito por Maria de Jesus de Britto Leite e Nabil Bonduki. Os arquitetos discorrem sobre a arquitetura feita pelo (e para) o povo. Já Mauro Neves propõe a discussão sobre a arquitetura das décadas de 1960 e 1970. Na sequencia, Marcelo Suzuki afirma sua posição pessoal de não caracterizar os anos 80 pelas obras que, para outros, foram importantes no processo de revisão do modernismo. Suzuki identifica uma "dispersão" naquela década, que resultou na "desarticulação" arquitetônica do início dos anos 90. Roberto Montezuma encerra o conteúdo principal da obra com texto de própria autoria. O arquiteto interpreta a produção arquitetônica do fim da década de 1990, baseando sua análise na qualidade espacial das obras.
O livro ainda apresenta um posfácio de autoria de Francisco Carneiro da Cunha e uma cronologia dos anos 1960-2000, organizada por José Claudio Cruz e Silva. A edição traz mais de duas centenas de desenhos e fotos de obras de arquitetura brasileira contemporânea. As imagens foram produzidas pelos fotógrafos Nelson Kon, Cristiano Mascoro, Leonardo Finotti, Fred Jordão, Araquém Alcântara, Pio Figueiroa e Ed Viggiani, entre outros.
A obra é uma realização do Instituto Arquitetura Brasil (IAB) e da Universidade Federal de Pernambuco.