O mais recente estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Radar nº 6, aponta um cenário no qual, em 2015, a totalidade de engenheiros (de todas as áreas) e arquitetos não suprirá a demanda de empregos em suas áreas. Isso acontecerá se a proporção entre pessoas formadas nas áreas de engenharia, produção e construção e o estoque de empregos formais nas ocupações típicas continuar na razão de 3,5.
Este número significa que, para cada dois profissionais trabalhando com registro formal em ocupação típica de sua formação, outros cinco estão: desempregados, sem registro, fora da área de atuação ou em outro país.
Pelas projeções do Ipea, em 2015 o Brasil terá 1,099 milhão de diplomados na categoria. A oferta de empregos, por sua vez, varia conforme o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Mesmo com uma taxa média de crescimento baixa, de 3% ao ano, a demanda de empregos na área deverá ser de 1,168 milhão, maior que a oferta. Em um cenário mais otimista, de crescimento de 7% ao ano, a demanda seria muito maior: 1,706 milhão.
A conclusão do Ipea é que qualquer aceleração de crescimento econômico poderá gerar déficit de oferta de engenheiros e arquitetos caso se mantenham os atuais padrões de distribuição.
Uma questão a ser explorada daqui para frente, segundo o Instituto, é a atratividade dessas ocupações, consideradas cruciais ao desenvolvimento do país. Outra questão é a qualidade da educação do país, pois é difícil ampliar a graduação de engenheiros enquanto os alunos do ensino médio apresentam baixo rendimento nas disciplinas de exatas.
O texto integral do Radar nº 6 pode ser acessado
aqui.