Os trabalhadores do setor da construção civil no interior paulista receberão aumento médio de 8,51%. O acordo foi assinado entre o SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo e a Feticom (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado de São Paulo). O ajuste será retroativo ao dia 1° de maio.
O salário mensal, por 220 horas trabalhadas, aumentou para R$ 628,10, o equivalente a R$ 2,855 por hora. O tíquete-refeição também subiu para R$ 10. As empresas poderão conceder, como alternativa, uma cesta básica de 30 kg.
As demais disposições da convenção coletiva firmada em 2007 continuam em vigor. O valor das horas extras, as exigências para a contratação de subempreiteiros, o banco de horas, a possibilidade de contratação de seguro de vida e a possibilidade de opção pelo plano de saúde do Seconci-SP foram mantidas. Há também formação de duas comissões paritárias. A primeira para elaborar propostas que contribuam para erradicar o déficit habitacional e criar empregos formais. Já a segunda discutirá metodologias, formas e modalidades de pagamento da participação dos trabalhadores nos resultados das empresas.
O SindusCon-SP continua em negociações com outros sindicatos do Interior do Estado, com vistas à assinatura de novos acordos. A convenção coletiva para os trabalhadores da capital paulista já foi assinada e teve o mesmo reajuste.
As disposições da convenção valem para os municípios abrangidos pelos sindicatos de trabalhadores da construção civil de Araras, Araraquara, Assis, Barra Bonita, Barretos, Campos do Jordão, Capivari, Cruzeiro, Duartina e região, Franca, Itapeva, Itatiba, Itu, Jaboticabal, Jaú, Marília, Mirassol e Votuporanga, Mococa, Mogi Guaçu, Estiva, Espírito Santo do Pinhal, Itapira, São João da Boa Vista, Aguaí e Santo Antonio do Jardim-SP, Ourinhos, Panorama, Piracicaba, Presidente Prudente, Registro, Ribeirão Preto, São Carlos, São José do Rio Preto, e Sorocaba e Região.