O engenheiro civil Wagner Edson Gasparetto foi eleito presidente da Anapre (Associação Nacional de Pisos e Revestimento de Alto Desempenho) na quinta-feira (27/03) e assumirá o cargo para o biênio 2008-2010 em abril.
O novo presidente afirma que Anapre precisa ganhar mais espaço no setor e que trabalhará para conquistá-lo. "Temos quatro anos de existência e já temos uma regional em Minas Gerais. Iremos expandir para outras regiões em breve", revela Gasparetto. Confira entrevista:
Quais serão os objetivos da Anapre durante sua gestão?Há dois trabalhos necessários. O primeiro é a valorização da própria cadeia produtiva. Os produtores de insumos, projetistas, aplicadores de revestimento e executores não operam de forma conjunta para valorizar o segmento de pisos e revestimentos de alto desempenho. É necessária uma integração entre esses profissionais, tanto que montaremos câmaras setoriais.
Outra ação que tomaremos é definir certos escopos, como contratação de projetistas. Além disso, queremos nos aproximar de outros órgãos como o Ibracon (Instituto Brasileiro do Concreto), IBTS (Instituto Brasileiro de Telas Soldadas), Abesc (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem), Creas (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia). Pretendemos iniciar um trabalho conjunto com as universidades, que tem uma carência de informações do setor ou não aprofundam esse conhecimento.
O segundo objetivo é ampliar a representatividade. Para isso, aumentaremos nossa divulgação no setor e também expandiremos para algumas regiões ainda não definidas.
O aquecimento do setor da construção atingiu os pisos e revestimentos de alto desempenho?Este é um momento extremamente oportuno para esse segmento da construção. A demanda está muito intensa. Esperamos um aumento de 8% a 10% em 2008. O mercado brasileiro possui expertise para trabalhar com o concreto e esse aquecimento permite que trabalhemos com novas tecnologias ou procuremos outras soluções. Isso não seria permitido, dessa forma, com um mercado em baixa.
Há problema com a mão de obra ou abastecimento de produtos?Toda a cadeia está sofrendo uma certa dificuldade com essas questões, desde a consultoria até empreiteiras. Por isso há a importância do trabalho junto às universidades e também planejamos executarmos cursos para a área.
Rafael Frank, repórter da PINIweb