A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) enfrenta problemas para viabilizar seus projetos habitacionais. O secretário estadual da Habitação e presidente da estatal, Lair Krähenbühl, se reuniu com representantes de quatro prefeituras da região de Presidente Prudente para buscar uma solução para as dificuldades encontradas na compra do material de construção. Os municípios alegam que houve um aumento significativo no preço da matéria-prima e que não dispõem de recursos próprios para cobrir a alta.
Segundo o deputado estadual Victor Sapienza, os prefeitos alegam que a pesquisa de preços realizada pela CDHU na ocasião da assinatura dos contratos está defasada em relação ao mercado atual. "Com um novo levantamento de valores, poderemos resolver rapidamente esse empecilho e não comprometer o prazo das obras", avaliou.
Krähenbühl afirma que a estatal analisará cada caso para que a alta nos preços não afete os pequenos municípios. O prefeito de Monte Castelo, Odair Silis, admite que sem o reajuste há a possibilidade de não haver recursos para entregar as residências. Já o representante de Junqueirópolis, o secretário administrativo Rinaldo Picinini, confirma que alguns produtos apresentaram aumento de até 40 %.
A cidade de Tupi Paulista observou que apenas alguns itens estão acima do valor levantado inicialmente. Segundo o prefeito do município, Osvaldo José Benetti, a CDHU está determinada a resolver a questão e a administração poderá adquirir o material e tocar as obras. No total, são 210 casas em execução que deverão ser entregues até o final de 2009.
Em Nova Guataporanga existem 87 casas em construção. Segundo o prefeito Policarpo Santos Freire, os itens que apresentam diferença no preço são o cimento, cal e ferro. "A CDHU estipulou o valor de R$ 17 para cada saco de cimento, mas o preço aumentou para R$ 20. O caminho que eu vejo para resolver o problema mais rapidamente é o reajuste contratual, já que o valor repassado pelo convênio não é suficiente para cobrir o aumento do preço desses materiais e a prefeitura sozinha não tem recursos para terminar as obras", afirmou o prefeito.
O diretor técnico da CDHU, João Abukater Neto, afirmou que a Companhia está elaborando uma ata de preços de todos os itens utilizados habitualmente nas construções. Segundo ele, até o final do ano as prefeituras terão à disposição uma tabela de referência. Abukater relembrou que a CDHU está concluindo uma licitação para compra em larga escala de revestimentos cerâmicos. Além disso, a companhia adquirirá por pregão diversos itens como telhados, portas e janelas, louças, kits hidráulicos e elétricos. "Toda a economia que obtivermos será repassada às prefeituras", declarou.