O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou no dia 29 de junho a prorrogação da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para materiais de construção até o dia 31 de dezembro.
Para Melvin Fox, presidente da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) a medida do governo foi coerente, porém, como a conclusão de uma obra na Construção Civil é mais lenta, o setor esperava um prazo maior. "O nosso pleito era de que a redução se estendesse até final de 2010, mas, de qualquer forma, o governo deu um passo muito importante para estimular o setor", afirma Fox.
O vergalhão de cobre foi incluído na lista dos produtos beneficiados, entretanto, a entidade esperava que outros materiais de construção, como as telhas onduladas, pisos laminados, vidros e pregos também fossem contemplados pela medida, o que não aconteceu. "Nas próximas semanas, pretendemos voltar a conversar com o Ministério da Fazenda sobre isso", conta.
A inclusão do vergalhão de cobre na lista de produtos beneficiados foi um pleito da Abramat. Em abril, apoiada pela ABC (Associação Brasileira do Cobre) e o Sindicel (Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais Não Ferrosos do Estado de São Paulo), a associação encaminhou uma carta ao Ministério da Fazenda solicitando a desoneração do imposto para o produto. "Mostramos ao governo que não fazia sentido reduzir o IPI dos cabos de cobre, produto final, e não contemplar também o vergalhão de cobre, que é um produto intermediário", explica Fox.
De acordo com o presidente da ABRAMAT, as vendas de materiais de construção em maio tiveram crescimento de 5% em comparação a abril. "No mês de junho os resultados deverão ser ainda melhores", acredita Fox.