Paralelamente às fusões e aquisições de empresas, a consolidação do setor também se dá por meio de alianças informais entre os agentes do mercado, sem estabelecimento de contratos. A conclusão é de um estudo realizado na cidade de São Paulo pela professora Denise Labate Batalha-Vasconcelos, da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
O trabalho abrangeu o intervalo de 2005 a 2007, período emblemático de reaquecimento do negócio imobiliário. Outra tendência verificada remete à formalização dos acordos em separado, a cada empreendimento, através de joint-ventures ou SPEs (Sociedades de Propósito Específico).
Denise também identificou os motivos considerados determinantes para o fracasso ou o sucesso de uma aliança. Entre as razões para os bons resultados, estão o acesso de uma empresa à reputação da empresa parceira, aumento de participação no mercado e ganhos com economias de escala.
"Interessante notar que a ausência de motivos para o sucesso não corresponde aos motivos de fracasso", observou a professora. Entre as justificativas para dissoluções de alianças estão mudanças de pessoas nas altas gerências das companhias, assimetria de informações e desinteresse pelo negócio.
O estudo foi apresentado durante o VIII Seminário Internacional da LARES (Latin American Real State Society), realizado entre 3 e 5 de setembro na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Edifício da Engenharia Civil.
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