Os fabricantes de materiais da construção civil continuam confiantes no desempenho do setor da construção civil, mesmo diante de toda reviravolta do mercado observada nas últimas semanas. Pelo menos é o que mostra a última sondagem à indústria fabricante de insumos para empreendimentos construtivos, realizada pela Abramat - Associação Brasileira em outubro.
No levantamento, 61% das indústrias de materiais mantiveram suas pretensões de investimentos relevantes para os próximos 12 meses, sendo 50% para empresas de base e 69% para as de acabamento. Entre as respondentes, 39% descartaram a permanência dos investimentos, numa relação que se mantém permanente desde agosto, como mostra o gráfico abaixo. Em abril, as pretensões de investimento foram anunciadas por 72% das companhias, contra apenas 28% que não declararam novos aportes de capital em aumento de capacidade.
O mesmo levantamento trouxe expectativas mais otimistas também sobre o desempenho das vendas no curto prazo. No mês de outubro, a sondagem entre as associadas da Abramat indica que 73% (60% bom e 13% muito bom) das empresas projetam resultados positivos para o fechamento de seus negócios no mercado interno. Em novembro, a percepção deve continuar positiva, embora caia para 63%.
Em relação ao mercado externo, as opiniões se dividem, com leve predominância de 52% das expectativas otimistas (bom e muito bom). Em novembro, o cenário muda e os negócios serão bons para 38% dos participantes, regulares para 33% deles e ruim para 14%. Apenas 10% acreditam em um cenário "muito bom".
Mas a maior queda de expectativa levantada pelo estudo foi em relação às ações do governo para o setor, de 74% em setembro para 57%, em outubro, mês em que foram anunciadas ações como a Medida Provisória (MP) 443, que permite ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal comprarem ativos de empresas públicas e privadas. Segundo nota enviada pela Abramat, "o aumento do índice de "indiferença" (39%) pode indicar certa cautela do setor em relação às medidas que serão adotadas pelo governo para garantir a continuidade do crescimento".