A Gafisa conseguiu reduzir seu ciclo de produção de obras de 28 para 18 meses. Isso possibilitou à construtora apropriar mais rapidamente os resultados dos empreendimentos, de acordo com o diretor de operações da empresa, Mário Rocha Neto. Ele apresentou palestra sobre o tema no II Encontro de Diretores Técnicos e Gestores da Construção, promovido pelo CTE (Centro de Tecnologia de Edificações) na última quarta-feira, em São Paulo.
O uso do sistema construtivo - paredes de concreto moldadas com fôrmas de alumínio - permitiu a redução do tempo de execução da obra de 22 para 16 meses e o de projeto de 6 para 4 meses. Além disso, o início das obras foi antecipado em dois meses, antes da conclusão da etapa de elaboração de projetos. No modelo tradicional, as obras só começavam depois de terminados todos os desenhos.
De acordo com Mário Rocha Neto, outros sistemas construtivos foram testados, mas as fôrmas de alumínio foram as que melhor se enquadraram em uma matriz elaborada pela construtora que considera fatores como prazo de execução, custo, replicabilidade, qualidade e aceitação de mercado. "Foram simuladas mais de 16 tecnologias. Nós fomos restringindo algumas tecnologias por não atenderem a necessidade de abrangência nacional, de replicabilidade, entre outros aspectos", explica.