Em 2010, o valor acumulado das incorporações, obras e serviços das empresas de construção chegou a R$ 258,8 bilhões, aumento de 23,3% em comparação a 2009. A informação é da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) relativa ao ano de 2010, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (15). O documento revela informações a respeito do segmento empresarial da indústria da construção em todo o Brasil.
Somente a categoria de obras a serviços representa R$ 250 bilhões deste valor, sendo que 42,8% (R$ 107 bilhões) vieram de obras públicas. A receita operacional líquida daquele ano foi de R$ 245,2 bilhões, representando aumento de 23,4% em relação a 2009.
O total dos custos e despesas da construção em 2010 foi de R$ 205,6 bilhões. De acordo com a pesquisa, 2,5 milhões de pessoas foram empregadas pela indústria da construção no mesmo ano, sendo que os gastos com pessoal ocupado foram de R$ 63,1 blhões (30,7% do total de custos e despesas).
O número de empresas ativas apresentou aumento de 24,6%, indo de 63,7 mil em 2009 para 79,4 mil em 2010. Os gastos com salários, retiradas e outras remunerações somaram R$ 41,9 bilhões, com um salário médio de R$ 1.300 ao mês. O valor é 8,7% superior do que o salário de 2009, de R$ 1.196. O Sudeste foi a região que mais se destacou em relação ao pessoal ocupado, com 56,1%, e no valor das incorporações, obras e serviços da indústria, com 63,6%.
Já o Nordeste demonstrou o maior crescimento entre o período de 2007 e 2010, indo de 17% para 19% (pessoal ocupado) e de 11,7% para 13,8% (valor das incorporações). O Instituto calcula que esse crescimento se deve a transposição do rio São Francisco, à ampliação do sistema de esgotamento sanitário para o emissário submarino de Salvador e às ferrovias Transnordestina e Leste-Oeste.
A região Centro-Oeste também apresentou crescimento, de 7,2% para 7,6% (pessoal ocupado) e de 6,8% para 7,4% (valor das incorporações). O IBGE aponta a construção da Ferrovia Norte-Sul e as obras de asfaltamento e duplicação de diversas estradas como motivo para a expansão. As duas regiões também se beneficiaram com os investimentos do PAC, da Copa do Mundo e do programa Minha Casa, Minha Vida.
A justificativa do IBGE para o crescimento contínuo da atividade da construção entre 2007-2010 é a desoneração do IPI nos materiais de construção, aumento dos desembolsos do BNDES e expansão do crédito imobiliário, entre outras.
Receita bruta
A receita bruta do setor da construção foi de R$ 263,1 bilhões em 2010, aumento de 96,3% se comparado a 2007. O setor de obras e/ou serviços executados pelas empresas representaram 94% da receita bruta (R$ 247,3 bilhões).
As empresas de obras de infraestrutura integram a maior contribuição no valor total das receitas brutas, com 43,5% do valor (R$ 114,3 bilhões). Já as empresas de edificações contribuíram com R$ 107 bilhões em 2010, representando 40,7% do total. As empresas de serviços especializados para a construção responderam por 15,9% da receita, valor correspondente a R4 41,8 bilhões.
As empresas com mais de 250 funcionários contribuíram em R$ 139 bilhões em 2010 (52,8%).
Investimentos
O total de investimentos em ativos imobilizados realizados pelas empresas do setor em 2010 foi de R$ 7,4 bilhões. Deste total, 50,7% representam máquinas e equipamentos, enquanto 21,6 % são de terrenos e edificações, 21% em meios de transporte e 6,7% em outras aquisições, como móveis e computadores.
A pesquisa completa pode ser consultada no site do IBGE.