Na última quinta-feira (9), a Caixa Econômica Federal divulgou seus resultados do primeiro semestre de 2012 em coletiva de imprensa realizada em São Paulo. A carteira imobiliária apresentou saldo de R$ 177,2 bilhões em junho de 2012, o que indica um aumento de 37,1% em 12 meses.
Já as operações com recursos da poupança somaram R$ 84 bilhões e nas linhas que utilizam os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) o banco alcançou R$ 85,4 bilhões. Esses dados representam crescimentos de 38,4% e de 40,6% respectivamente.
As contratações totalizaram R$ 45,9 bilhões, um aumento de 33,2% em relação ao primeiro semestre de 2011. Destes, R$ 18,8 bilhões foram realizados com recursos da poupança (SBPE), R$ 19,7 bilhões nas linhas que utilizam o FGTS, incluindo subsídio. Além disso, foi aplicado R$ 1,2 bilhão na linha Construcard.
Pelo programa Minha Casa, Minha Vida foram contratados R$ 22,2 bilhões. O financiamento à produção de novos empreendimentos cresceu 100,4% comparado ao mesmo período de 2011. Também houve mudanças na relação de imóveis usados e novos. Em 2008, essa relação era de 40% para imóveis novos e de 60% para imóveis usados e, em 2012 passou a ser de 61% para os imóveis novos e 39% para imóveis usados.
No mês de junho, o banco registrou o maior volume de aplicação de sua história em habitação de mercado com recursos do SBPE: R$ 4,4 bilhões, número que já foi ultrapassado em julho, com R$ 4,6 bilhões. Além de crédito habitacional, a instituição também se destacou no financiamento de infraestrutura, como saneamento e melhoria nas redes de transportes urbanos. Em junho de 2012, saldo dessas operações era de R$ 21,2 bilhões, expansão de 65,5% em 12 meses.
Parte dos investimentos em infraestrutura e saneamento é destinada às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O PAC 2, criado em 2011 para dar andamento ao programa, tem previsão de investimentos da ordem de R$ 955,0 bilhões no período de 2011-2014. Até o primeiro semestre deste ano, a Caixa contratou 1,3 mil operações de financiamento no âmbito do programa,
Em um montante de R$ 26,7 bilhões, dos quais R$ 19,2 bilhões com o setor público e R$ 7,5 bilhões com o setor privado.