O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) pretende apoiar cada vez mais o setor elétrico brasileiro. Apenas entre 2003 e setembro desse ano, foram financiados R$ 34 bilhões para 222 projetos. O crédito do banco possibilitou investimentos privados no setor de R$ 58 bilhões.
O diretor de Infra-Estrutura e de Insumos Básicos do banco, Wagner Bittencourt, afirmou que "a expectativa é de continuar a apoiar o setor elétrico". A Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Xingu (divisa de Maranhão e Tocantins), prevista para ir a leilão em 2009, e as usinas do rio Tapajós, localizadas entre os estados do Amazonas e Pará, estimadas pelo Governo para licitação em 2010, são os prováveis destinos dos recursos.
Bittencourt destacou que os projetos em perspectiva do Rio Madeira (RO), que incluem as usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio, representam um acréscimo ao sistema nacional de 6,75 mil MW de capacidade nominal. A construção dessas duas unidades do complexo do Madeira deverá envolver financiamentos do BNDES de R$ 12 bilhões para um investimento total dos empreendedores privados de R$ 20 bilhões.
Somente a área de geração consumiu R$ 22,5 bilhões, distribuídos em 151 projetos, do banco de fomento nos últimos seis anos. Os investimentos gerados atingiram R$ 38,3 bilhões e adicionaram 16 mil megawatts (MW) ao sistema elétrico nacional. Desse total há 40 projetos hidrelétricos (11,6 mil MW), quatro termelétricas (1,5 mil MW), 72 pequenas centrais hidrelétricas (1,4 mil MW) e 31 projetos de biomassa (1.000 MW). O banco também apoiou no período 10,7 mil quilômetros de linhas de transmissão em 37 projetos, ao injetar recursos que chegaram a R$ 6,7 bilhões. O investimento total nesses projetos foi de R$ 11 bilhões.
As fontes de energia renováveis também foram beneficiadas pelo crédito da instituição financeira pública. Em 2003 o Brasil gerava 20 MW por esse meio. Somente com os financiamentos do BNDES, o total dessa energia alternativa atingiu, em setembro deste ano, 234 MW com quatro projetos apoiados.