O Arco Metropolitano do Rio de Janeiro vai gerar renda de R$ 1,8 bilhão em toda a economia brasileira. A construção civil absorverá 64,1% desse montante, seguida por comércio e serviços (6 %). Os dados são do estudo "Avaliação dos Impactos Logísticos e Socioeconômicos da Implantação do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro", desenvolvido pelo Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) e pelo Sebrae-RJ.
O estudo também calculou a geração de empregos diretos e indiretos, que foram estimados em 4.949, sendo que 66% das vagas serão destinadas aos trabalhadores da construção civil e 14,5%, aos do comércio. A estimativa também considerou novas vagas em mineração, metalurgia, mobiliário, agropecuária, transportes e outros setores. No total, espera-se que 4.949 empregos sejam gerados na fase de obras e 16 mil posteriormente.
Os impactos sobre a reordenação do espaço urbano também foram avaliados. O crescimento populacional nas proximidades do novo eixo rodoviário deverá chegar a 111 mil pessoas.
O Arco será composto por trechos de rodovias que contornam o município do Rio de Janeiro e atravessam a Baixada Fluminense. A intenção é evitar o tráfego pesado de eixos viários como a Avenida Brasil e a Ponte Rio-Niterói. As obras devem ser concluídas em 2010. O investimento será de R$ 1,12 bilhão entre trechos a executar (73,7%) e o restante em duplicações.
A expectativa é de que a via se torne uma importante área logística, já que o custo de transporte de mercadorias entre o Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro, e sete estados reduza de 2,5% a 20%. A conclusão partiu da análise dos fluxos de importação e exportação de cargas dos portos do Sudeste, cruzando dados de bases oficiais e pesquisa de campo com as empresas. Segundo a análise realizada pela Firjan e Sebrae, os quatro estados do Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas gerais e Espírito Santo) obteriam uma diminuição maior no custo do transporte se utilizarem o Porto de Itaguaí. A região do Vale do Paraíba seria a maior beneficiária, com redução de 20%.
Os Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás teriam uma redução de até 2,5% no frete. Considerando os produtos movimentados pelo porto e as projeções futuras de crescimento, a economia proporcionada pelo Arco Metropolitano poderá ser de 2,1% a 6,4% em 2011, e de 0,9% a 2,7% em 2015.
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