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| Projeto para Arena das Dunas prevê novo estádio e equipamentos como hotéis, teatro, prédios comerciais e um shopping no entorno |
O deputado estadual José Adécio (DEM) disse na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte que vai apresentar na próxima semana um projeto de adequação do estádio Machadão para os jogos da Copa do Mundo de 2014. O objetivo, de acordo com o deputado, é evitar gastos desnecessários com o estádio Arena das Dunas, que deve ser construído após a demolição do Machadão.
"Se as outras cidades estão readaptando as estruturas já existentes, porque somente nós temos que jogar fora o nosso patrimônio?", questionou o parlamentar. Segundo Adécio, os gestores do projeto do Arena das Dunas até hoje não sabem como demolir nem para onde vai o entulho do Machadão.
O orçamento estimado para a reforma do estádio, assinado pelo arquiteto de Natal, Moacyr Gomes, é de R$ 86,9 milhões, podendo oscilar 10% para mais ou para menos. Esse valor é quase quatro vezes menor que os R$ 300 milhões previstos para a construção do Arena das Dunas, projetado pelo escritório carioca Coutinho Diegues Cordeiro.
O projeto para o novo Machadão prevê a implantação de 45 mil novas cadeiras, remoção e bota fora de terra, estrutura complementar das arquibancadas, torres de iluminação e refletores, um novo sistema de sonorização do estádio, implantação de novo placar eletrônico e telão, construção de edifício-garagem para 1.271 pessoas, estacionamento externo para cinco mil veículos e 2.300 ônibus e implantação de pavimentação, jardinagem e paisagismo externo.
Repercussão
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| Machadão e Machadinho, pequeno estádio à esquerda, serão demolidos no segundo semestre |
Para Fernando Fernandes, coordenador-geral do Comitê de Natal para a Copa do Mundo de 2014, essa discussão está atrasada. "Se o deputado quiser modificar o projeto do estádio, tudo bem. Só que até a FIFA analisar o projeto e colocá-lo em audiência pública vão se passar seis ou sete meses. Aí Natal fica fora da Copa do Mundo", afirma Fernandes. "Isso era para ter sido discutido há dois anos", completa.
O presidente do Sinduscon-RN (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Rio Grande do Norte), Silvio de Araújo Bezerra, concorda com Fernandes. "A utilização do Machadão é inviável porque há vários problemas, como a arquibancada distante do campo, baixa segurança, a estrutura estaria precisando de reforço e os ângulos de visão estão inadequados", afirma. Para Bezerra, não há problemas para a demolição do estádio. "Hoje já existem técnicas para isso, o deputado está equivocado", acredita.
Já o arquiteto Moacyr Gomes, responsável pelo projeto do Machadão, defende a preservação do estádio. "Se o governo decidir fazer um estudo de adaptação do estádio para substituir a outra arena, se essa decisão for tomada mesmo, estou à disposição. Mas eu não vou deixar de fazer de tudo para tentar evitar que a minha cidade sofra com projetos desnecessários", defende o arquiteto.
Moacyr Gomes elaborou artigo intitulado "A impostura e o cartão vermelho", sobre o atraso nas ações de construção do Arena das Dunas. Confira na página seguinte.
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