O presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Sérgio Watanabe, solicitou ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que vete o projeto de lei que prevê o aumento, em duas horas, do período compreendido pela Lei do Silêncio - aprovado no dia 16 de dezembro pela Câmara Municipal de São Paulo. O texto modifica as regras do Psiu (Programa de Silêncio Urbano) para abranger o período das 22h às 8h, e não mais até as seis da manhã. "Essa mudança na rotina das construtoras e trabalhadores ocasionará grave perda de produtividade nas obras, inclusive com relação aos cronogramas de entrega de obras", afirmou Watanabe.
O setor da construção civil teme a medida por restringir ainda mais o período de atividade nos canteiros de obras, uma vez que o município já havia implantado em julho de 2008 uma restrição de circulação de caminhões. O tráfego é proibido entre 5h e 21h nos dias úteis. Já aos sábados, a proibição vai das 10h às 14h. Somente os veículos para serviços de concretagem e concretagem-bomba foram liberados para circulação em horário mais flexível. Muitos serviços passaram a ser realizados no período noturno e o Psiu registrou aumento de 83% do volume de reclamações em relação ao barulho de obras à noite em 2008, se comparado com 2007.
Segundo Watanabe, a mudança provocará alteração no horário de trabalho de mais de 300 mil pessoas. "Além do transtorno para empresas e trabalhadores, o prejuízo maior ficará para o próprio Município. Todos esses trabalhadores, que hoje se deslocam de suas residências entre as 5h e 7h e entre 17h e 19h, passarão a fazê-lo entre as 6h e 8h horas e 18h e 20h. Essa são as horas de pico do tráfego", finaliza.