O mercado de edifícios multifuncionais deve se fortalecer nos próximos anos. É o que defendeu o arquiteto Augusto França Neto, professor da Universidade Mackenzie, durante a 9ª Conferência Internacional da LARES (Latin American Real Estate Society), realizada entre os dias 13 e 15 de outubro em São Paulo. O evento reuniu profissionais e acadêmicos para a apresentação de trabalhos, cases e painéis sobre o mercado imobiliário no Brasil e no mundo.
Para Neto, a agregação de funções em um mesmo empreendimento - escritórios, lojas, hotel, residências, centro de convenções etc - desponta não apenas como uma das soluções para os problemas de mobilidade dos grandes centros, mas também como pólo gerador de desenvolvimento em municípios menores.
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| Pátio São Caetano, projeto open mall do arquiteto Augusto França Neto |
Um dos expoentes dessa tendência são os shoppings abertos. Os chamados open mall's têm surgido na grande São Paulo e em cidades do interior do estado para dar apoio a complexos multifuncionais integrados a eles. França Neto cita exemplos em Indaiatuba, Itu, Campinas e São Caetano do Sul, e destaca a demanda por centros de convivência regionais, que cumpram no bairro a função antigamente exercida pelas praças. "O shopping não é mais um equipamento unitário, é um elemento agregador de atividades e precisa ter espaços de permanência", comenta.
O arquiteto enumera as vantagens econômicas e ecológicas do shopping aberto, como a redução da energia gasta com iluminação diurna e ar condicionado, além da consequente redução dos custos de condomínio para o lojista. "A vegetação e os espelhos d'água [nos canteiros do shopping] criam um microclima artificial, além de manterem o ambiente mais agradável", finaliza.