A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou novo recorde de contratações habitacionais ao financiar R$ 9,181 bilhões em imóveis no primeiro semestre. O resultado é 34% superior em relação ao mesmo período de 2007 - que registrou R$ 6,8 bilhões em contratações.
Os imóveis novos representaram 52% do montante financiado, o equivalente a 44% das unidades. Ao todo, foram financiadas 201.956 residências novas e usadas.
O mercado imobiliário foi responsável por apenas 36% do valor dos contratos, correspondente a 18% da quantidade de contratos ativos. Já a habitação social respondeu por 64% do valor dos contratos ativos, o equivalente a um volume de contratos de 82%. "A CAIXA cumpre seu papel de banco público, priorizando o atendimento e desenvolvimento econômico e social da população de baixa renda", afirma Jorge Hereda, vice-presidente de Governo da CAIXA.
Segundo a CEF, o valor médio das unidades financiadas com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) gira em torno de R$ 150 mil. No caso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), esse valor varia entre R$ 55 mil e R$ 65 mil.
Do total registrado em 2008, o FGTS foi responsável pela contratação de R$ 5,4 bilhões - 47 % superior ao registrado em 2007. O montante de R$ 2,8 bilhões foi contratado por meio do programa Carta de Crédito FGTS Individual, voltado para famílias com renda de até cinco salários mínimos. Somente com recursos das cadernetas de poupança, a CAIXA aplicou R$ 3,4 bilhões, 33% a mais que no mesmo período do ano passado. Os consórcios foram responsáveis por quase R$ 300 milhões em recursos para a casa própria e os feirões movimentaram R$ 4 bilhões, com cerca de 56 mil negócios fechados e encaminhados.
No primeiro semestre de 2008, a CAIXA utilizou 44% do orçamento previsto para o ano. Historicamente, as aplicações crescem no segundo semestre e a expectativa do banco é fechar 2008 com R$ 20,4 bilhões para financiamento imobiliário. O valor é 25,5% superior ao registrado no exercício anterior, de R$ 15,2 bilhões.