A Caixa Econômica Federal manterá inalterados os juros e prazos para as suas operações de financiamento imobiliário. Segundo comunicado divulgado no dia 17 de outubro, a Caixa está "atenta aos desdobramentos da crise internacional desencadeada pela bolha imobiliária americana, não cogita a elevação de taxa de juros nas operações imobiliárias, tampouco alteração no perfil básico dos produtos, ou seja, estão mantidos os prazos de amortização e as quotas de financiamento".
No mês de outubro, três instituições financeiras reajustaram seus valores. O Bradesco mudou de 9% para 10,5% ao ano a taxa de juros para imóveis até R$ 120 mil. O Banco Itaú reajustou de 9% para 12% o teto dos juros, e o Unibanco, de 11% para 12%. As informações são do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo).
A Caixa diz que dará continuidade à oferta de recursos para financiamento tanto para produção quanto para a comercialização de imóveis. A instituição financeira também reafirmou sua expectativa de aplicar cerca de R$ 23 bilhões no ano. Desse montante, R$ 9,2 bilhões serão de recursos da poupança, R$ 10,9 bilhões com recursos do FGTS e R$ 1 bilhão com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial, além de outros pequenos fundos.
O banco informou que até setembro foram liberados R$ 16 bilhões de recursos de habitação - alta de 54% em relação ao mesmo período de 2007. A liberação proporcionou moradia para 352 mil famílias, o que significa mais de 1,4 milhões de pessoas beneficiadas.
A Caixa não observou redução na procura ou de recursos no crédito imobiliário. Até o dia 16 de outubro a instituição captou R$ 480 milhões em poupança e R$ 509 milhões no CDB (Certificado de Depósito Bancário). No mês de setembro foi captado R$ 1,1 bilhão em poupança e o saldo alcançou R$ 88,2 bilhões e R$ 2,5 bilhões em CDB, com saldo de R$ 16 bilhões.
Compra de carteiras
A Caixa fechou, no dia 16 de outubro, acordo para a compra de carteiras de crédito, não apenas imobiliário, de quatro instituições financeiras e não revelou os nomes. O valor total do negócio é de R$ 4,7 bilhões. Será desembolsado imediatamente R$ 1,1 bilhão e o restante, em 24 meses. Parte do valor é decorrente das novas regras fixadas pelo Banco Central, que buscam incentivar a negociação de carteiras entre bancos grandes e instituições de menor porte. Serão R$ 2,7 bilhões da liberação do depósito compulsório. O restante, segundo a Caixa, virá das receitas de aumento de uma captação ainda neste ano. O banco informou que está em negociação com mais oito instituições financeiras.