A CH2M Hill, empresa norte-americana de engenharia e gestão de obras, pretende aumentar em 83,34% a sua receita no Brasil até 2013, chegando a US$ 150 milhões. A Companhia vai prestar serviço para a iniciativa privada nos setores de mineração, petróleo, gás e biocombustíveis. Também vai expandir sue quadro de funcionários para atender clientes como Vale, Petrobrás e Shell.
Sem revelar valores, o vice-presidente Internacional da CH2M Hill, Tom Searle, afirmou em nota que o Brasil está em terceiro lugar nas prioridades de investimento da empresa - atrás da Europa e meio-oeste asiático e à frente da Índia. A lista mostra a intenção de diversificar o mercado geográfico do grupo.
Dos US$ 6 bilhões, US$ 4,5 bilhões da receita estão localizados nos EUA. "Estamos acompanhando os setores de petróleo, gás, bicombustíveis e mineração no Brasil desde 2005. Hoje, é um dos setores que mais cresceu. Além disso, a posição no país é estratégica para nós", afirmou o vice-presidente. A África é a única região em que a empresa não pretende operar, exceto Egito e Argélia. "Temos uma política anticorrupção muito severa. O Brasil melhorou muito nos últimos anos nessa questão, mas ainda está longe de muitos países", critica.
A receita da empresa no Brasil é de US$ 25 milhões, sendo que a área de energia e mineração representa 40%. "Estimamos que esses setores representem entre 60% e 70% da nossa receita até 2013", informa o diretor de operações do Brasil, Pablo Ibanez. Para isso, a empresa investirá R$ 3 milhões nas áreas de mineração e energia, com a contratação de profissionais experientes no desenvolvimento de projetos e gerenciamento de obras. Em 2006, a empresa possuía 70 funcionários. Já em 2008, são 180 e o número deverá crescer.
Garry Higdem, presidente do Grupo de Energia e Químicos da CH2M Hill, afirma que a empresa atuará como uma integradora de soluções tecnológicas. "Não pretendemos ser uma construtora no Brasil, há grandes empresas do setor e iríamos começar do zero. A nossa intenção é de gerir e de ser uma integradora de soluções para as empresas. Também não somos desenvolvedores", afirmou. Como exemplo, o profissional cita a gestão das obras das Olimpíadas de Londres 2012, da cidade-conceito sustentável Masdar (Emirados Árabes) e da expansão do Canal do Panamá. "Um projeto parecido com Masdar será erguido no Kansas para substituir uma cidade destruída pelo último tornado. Kuwait e Líbia também nos procuraram", revelou Searly.
Mesmo em meio às turbulências internacionais, os três representantes da empresa afirmam que a empresa não diminuirá suas expectativas para o mercado brasileiro ou internacional. "Se o seu core business é baseado em commodities ou energia, não haverá grandes problemas. O mercado necessita de minérios, de energia. Obviamente, há uma redução nos negócios, mas esses produtos não deixarão de ser consumidos por serem extremamente necessários e a prospecção deles necessita de investimentos", analisa Ibanez. O vice-presidente Internacional complementa afirmando que a empresa também não deve enfrentar problemas por atuar em diversas localidades, possuir muitos serviços, operar com grandes projetos e estar altamente capitalizada.