Aproximadamente R$ 52 milhões em recursos do PAR (Programa de Arrendamento Residencial) destinados para este ano ao Maranhão serão devolvidos à União por falta de aplicação. As construtoras maranhenses suspenderam suas participações no Programa em função do baixo valor de repasse por unidade habitacional.
As empresas exigem o aumento do repasse de R$ 32 mil para R$ 38 mil. "Os valores estão defasados perante o aumento dos materiais de construção. O aço subiu 66% e o cimento, 62% no último ano", afirma Osvaldino Pinho, da Lastro Engenharia. Segundo ele, além do aumento dos preços, a chegada das empresas de capital aberto a São Luís teria provocado a valorização dos terrenos, tornando os recursos disponíveis ainda mais defasados. Procurada pela reportagem, a Caixa Econômica Federal, gestora dos recursos, não se pronunciou sobre o assunto.
Como estratégia para o andamento do PAR, o Sinduscon-MA sugere a participação mais efetiva do governo municipal ou estadual por meio da doação de lotes urbanizados ou de investimentos na infra-estrutura. Um documento com esse pleito será entregue no início de 2009 ao novo prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), e ao governador do Estado, Jackson Lago (PDT).
De acordo com o sindicato, há mais de 46 mil inscritos no PAR desde 2006, sendo 17 mil para imóveis na planta. "Diante de déficit habitacional tão expressivo, não podemos deixar que recursos para moradia voltem por falta de aplicação", disse o presidente do Sinduscon-MA, João Alberto Mota Filho.