A mudança no cenário econômico mundial pode não ter influenciado imediatamente o mercado imobiliário de algumas capitais do Brasil, mas, pelo menos em Manaus, no Amazonas, a crise foi sentida logo nas primeiras semanas. "A partir de outubro de 2008 o número de lançamentos imobiliários em Manaus foi reduzido ", explica Frank Souza, diretor da Câmara da Indústria Imobiliária do Sinduscon-AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas).
Segundo ele, as construtoras e incorporadoras de capital aberto que chegaram à cidade em 2006 foram as que mais sofreram com a crise, ao contrário das empresas locais que utilizam, no mínimo, 50% de recurso próprio. "As empresas de capital aberto que atuam em Manaus ainda não conseguiram entregar nenhum empreendimento lançado e algumas interromperam os lançamentos após a crise financeira", conta.
Apesar disso, há grandes apostas no setor imobiliário da região. Além do próprio Distrito Industrial, que possui vários empreendimentos em construção, de acordo com a pesquisa sobre o IVV (Índice de Velocidade de Vendas) de Manaus, a zona Centro-Oeste da cidade tem grande destaque e a zona Norte tem maior espaço para crescer e se desenvolver.
A principal demanda da capital amazonense é por imóveis para classe média com área de 50 a 100m², segundo o diretor do sindicato. "Este tipo de imóvel teve um IVV de 63,24%, representando a melhor performance de vendas da pesquisa realizada no último trimestre de 2008 no mercado imobiliário de Manaus", finaliza Souza.