Embora cresça em ritmo menor ao observado em 2007 e 2008, o mercado imobiliário permanecerá estável em 2009, de acordo com o Secovi-SP. A análise do sindicato é pautada em alguns indicadores, como o crescimento recente dos investimentos externos diretos (IDE) em produção, que nesse ano somaram US$ 33 bilhões. Para 2009, espera-se US$ 24 bilhões em investimentos, volume inferior a 2008, mas superior aos US$ 18,7 bilhões de 2007.
Na análise de Celso Pretucci, economista-chefe do Secovi-SP, "o IDE mostra que a economia não está tão ruim quanto dizem por aí e que os investimentos estrangeiros continuam vindo para o Brasil, o que pode favorecer o País como um todo e, conseqüentemente, o mercado da habitação", disse.
A inflação de 5,2% para 2009 e de 4,5% para 2010 também aponta boas perspectivas. Segundo o economista, se esses dados se confirmarem, "o mercado provavelmente retomará o ritmo de crescimento sustentado observado até 2006", quando foram lançadas 25 mil unidades. Para o próximo ano, o Secovi-SP aposta numa produção em torno das 28 mil habitações.
Na lista de fatores favoráveis, entram ainda as recentes medidas preventivas tomadas pelo Governo, com destaque para a resolução que dispõe sobre o direcionamento dos recursos captados em depósitos de poupança pelas entidades integrantes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Para Pretucci, o Governo deverá liberar, via recursos da poupança, R$ 30 bilhões mais R$ 17 bilhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço "Esse ano deve fechar com R$ 38 bilhões aplicados das duas fontes (poupança e FGTS) e, para o ano que vem, já tem disponível R$ 47 bilhões, é um valor substancial", disse.
Com essas medidas e indicadores, a projeção é otimista. Nas palavras de João Crestana, presidente do Secovi-SP: "Em 2009, o mercado imobiliário continuará crescendo, ainda que em ritmo menor; manterá o movimento de readequação de metas, pelo menos até o primeiro semestre; e trabalhará de forma seletiva, com projetos adequados à demanda", disse.