Enquanto a maioria das construtoras e incorporadoras de capital aberto revê planos de crescimento para 2009, desaceleradas pela restrição de crédito, a paulista Tecnisa articula metas bem opostas. Dos 20 edifícios atualmente sendo tocados, a empresa pretende chegar a 55 torres em execução (aumento de 175%), até outubro do próximo ano.
"Já li matérias com especialistas dizendo que em 2009 o preço dos materiais vai cair, que haverá diminuição do consumo. A nossa realidade não diz muito isso", confirma o diretor de suprimentos da construtora, Daniel Dziegiecki.
Segundo o executivo, a projeção de incremento no volume de obras da Tecnisa é bastante sólida, uma vez que se refere a empreendimentos já lançados e com financiamentos garantidos. O principal receio, pontua Dziegiecki, está ligado à ocorrência de eventuais gargalos no fornecimento de insumos e equipamentos. Antecipando-se a isso, a Tecnisa já garantiu compra e contratação de tudo o que será utilizado no ano que vem, em itens como cerâmica e serviços de fundação. "É bom porque ficamos seguros e garantimos o preço", assinala o diretor de suprimentos.