A ThyssenKrupp estima que o mercado brasileiro de elevadores sofrerá queda de 18% em 2009. De acordo com o diretor comercial da empresa alemã, Paulo Henrique Estefan, a indústria de elevadores sofrerá maior abalo nas vendas a partir do segundo semestre do próximo ano. "Estimamos uma demanda de cerca de 8.500 mil a 9 mil elevadores no mercado brasileiro, número inferior às 11 mil unidades vendidas em 2008", analisa, sem revelar a participação de vendas da ThyssenKrupp nesse bolo.
Para Estefan, o mercado de elevadores ainda não sentiu os efeitos da crise financeira mundial já que os equipamentos são, praticamente, os últimos a entrar nos canteiros. Com isso, o setor ainda sente o aquecimento da construção civil, que possui um ciclo longo. Um dos exemplos é o contrato fechado recentemente com a Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI) de 120 elevadores para obras em São Paulo e nas cidades paulistas de Osasco, Taboão da Serra, Santos e São Vicente ao longo dos próximos dois anos. A negociação se iniciou antes do abalo sofrido pelo mercado financeiro.
Segundo o diretor, a empresa alemã continuará investindo no mercado brasileiro. O parque fabril da ThyssenKrupp recebeu novas máquinas para aperfeiçoar a produção e os elevadores inteligentes serão um dos grandes investimentos da Companhia em 2009.