O Instituto Falcão Bauer da Qualidade (IFBQ) acaba de concluir a avaliação completa dos dois primeiros candidatos ao selo ecológico que desenvolveu. O primeiro agraciado, a ArcelorMittal, conseguiu certificar a Acerita, escória de aciaria utilizada como agregado graúdo em concretos destinados a artefatos e pisos industriais na Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), no Espírito Santo. O segundo candidato, a empresa mineira Cera Ingleza, obteve o selo para sete produtos de limpeza doméstica, da linha Amo Verde.
Baseado em critérios internacionais consolidados, como o alemão Anjo Azul, o australiano Good Enviromental Austrália Standart e o inglês BRE - Methodology for Enviromental Profiles, o modelo desenvolvido pelo IFBQ tem como objetivo comprovar e garantir a sustentabilidade dos produtos em todo o território nacional. Consiste na avaliação do ciclo de vida do produto e seu respectivo desempenho, comprovado a partir de ensaios laboratoriais e inspeções periódicas.
"Durante 6 meses de muitos estudos, ensaios e auditorias, foram avaliados os desempenhos desses produtos face às exigências de normas e os impactos ambientais causados durante todo o ciclo de vida", afirma o engenheiro César Augusto de Paula Pinto, coordenador do Pólo de Construção Civil do Falcão Bauer da Qualidade. "Também foram avaliadas as ações de melhorias sociais e ambientais que as empresas praticam nas comunidades vizinhas às unidades industriais", conclui.
De acordo com o IFBQ, a CST Tubarão passa a poder incorporar ao concreto, à pavimentação urbana e aos leitos ferroviários cerca de 900 mil toneladas anuais de escória de aciaria. Segundo o coordenador do trabalho, "toda a indústria siderúrgica nacional, que gera cerca de 3,5 milhões de toneladas da mesma escória, passa também a ser beneficiada pela certificação."