A incorporadora Klabin Segall utilizou uma empilhadeira em uma de suas obras e conseguiu reduzir em 10% os gastos com equipamentos de transporte. Experimento realizado no canteiro do residencial Arboris, localizado no bairro paulistano de Santana, possibilitou a diminuição do tempo dos ciclos de transporte de materiais, otimizando o uso de guinchos e liberando-os para outros serviços.
Estudo realizado pelo engenheiro residente Ali Mohamad Mourad comprovou que no empreendimento de quatro torres com terreno em forma de "L", o transporte de materiais seria mais eficaz com o uso de um elevador cremalheira e uma mini grua por torre. Normalmente, em uma obra desse porte, o planejamento contempla uma grua para duas torres, mas a mobilidade e a capacidade da empilhadeira permitiram essa substituição.
Quando o material chega à obra, ocorre a descarga de insumos no térreo, como cimento, cal e blocos, sobre uma doca pré-instalada. Desta forma, a empilhadeira que opera no subsolo procede a descarga, removendo o material até um ponto de estoque. Este material é transferido para o elevador cremalheira, que transporta até o pavimento em produção. Caso o pavimento esteja abastecido, o material fica paletizado no subsolo e com cargas compatíveis com a capacidade do cremalheira. A capacidade da empilhadeira utilizada na obra é de 2,5 t e sua elevação total é de até 4,8 m telescopada.
Para viabilizar esse processo, foi necessário antecipar a concretagem do piso do subsolo, aproximadamente 9 mil m², e prover iluminação necessária para a operação do equipamento com segurança. Outro detalhe está no pneu da empilhadeira, superelástico (maciço) e branco para não marcar o piso em concreto acabado. Também foram planejados pontos de carga e descarga para os insumos. "Podemos implementar este sistema em outras obras de mesmo porte e em áreas de livre circulação. Além disso, conseguimos alocar colaboradores em outras frentes de serviço", informou o gerente de contratos da incorporadora, Manuel González.