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27/Outubro/2010

Vias nas grandes cidades estão quase saturadas


Especialistas defendem maior aproveitamento de espaço subterrâneo em metrópoles como São Paulo


Mauricio Lima

A utilização do subterrâneo nas grandes cidades do mundo vem se tornando necessária. Em megalópoles, por exemplo, não é mais possível ficar sem um sistema de metrô ou túneis viários. Uma das razões disso é que as vias em nível já estão saturadas. Esse foi um dos principais pontos discutidos ontem (26), durante o Seminário Soluções Subterrâneas para Megacidades, realizado em São Paulo, em razão do vigésimo aniversário do Comitê Brasileiro de Túneis (CBT).

Marcelo Scandaroli
Especialistas acreditam que túneis são a melhor opção para transporte urbano

Por terem a vantagem de ser muito mais retilíneos que estradas, os túneis diminuem a distância entre duas cidades, assim como o tempo de viagem e a queima de combustível. O engenheiro geotécnico Tarcísio Barreto Celestino, presidente do CBT e professor da Escola de Engenharia de São Carlos, apresentou um vídeo com o trajeto de um túnel que poderia funcionar como o trecho norte do rodoanel de São Paulo, mostrando que o trajeto seria muito menor e causaria menos danos ao meio ambiente do que a rodovia planejada.

In-Mo Lee, presidente da ITA (Associação Internacional de Túneis e do Espaço Subterrâneo) ressalta que, com o avanço das tecnologias, é possível realizar mais atividades abaixo do solo. Além de rodovias, ferrovias e estacionamentos, o subsolo permite a instalação de outros sistemas, como o de coleta de água e o de captação de energia geotérmica. Também podem ser construídos sistemas de fornecimento de calor, como os existentes no norte europeu, onde imensos servidores de internet são colocados sob as cidades, liberando calor e esquentando as cidades durante o inverno.

Projetos como o enterramento da ligação ferroviária entre os bairros da Lapa e do Brás, apresentado pelo secretário de Desenvolvimento Urbano de São Paulo, Miguel Bucalem, mostram que as vias ferroviárias em nível trazem problemas para a cidade, como a necessidade da construção de viadutos para a ultrapassagem da linha e uma espécie de divisão entre as regiões ao lado da ferrovia. Bucalem apresentou dados que apontam uma diferença econômica entre os dois lados da ferrovia, demonstrando a divisão entre as duas partes.

Lee apresentou projetos realizados na Coreia do Sul que prezam pela utilização do espaço subterrâneo, como uma universidade, onde as salas são todas abaixo do solo, propiciando uma área verde no terreno. Na cidade de Seul, está prevista a construção de três novas linhas de metrô, além de um túnel de 11 km para automóveis, ajudando o tráfego na superfície. Soluções como esta estão sendo tomadas em outras cidades do mundo, como Madri, por exemplo, para a melhoria do espaço urbano.

Apresentado pelo assessor da Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Luiz Antônio Cortez Ferreira, o programa Expansão São Paulo, do Governo do Estado, que prevê, entre outras coisas, a extensão e melhoria do sistema ferroviário do Estado, foi criticado por prever muitas linhas em sistema de monotrilho, ao invés de metrô subterrâneo.

Tarcísio mostrou, por exemplo, que a ligação entre a estação São Judas do Metrô e o Aeroporto de Congonhas, que será feita com monotrilho, seria mais econômica e sustentável se feita por metrô. A distância entre os dois pontos com o monotrilho é de 3,7 km, enquanto a distância por túnel é de 2,2 km. A explicação é que, nesses casos, a demanda pela linha é muito baixa para que se justifique a construção de um transporte subterrâneo.

Divulgação: Metrô
Em vermelho, ligação entre a Estação São Judas e o Aeroporto de Congonhas. Por metrô, ligação seria 1,5 km menor

Han Admiraal, professor e presidente do Comitê de Espaço Subterrâneo da ITA, destacou a importância de investimentos em infraestrutura nas cidades. "Se 1% dos recursos utilizados para a pesquisa espacial fosse utilizado nas cidades, não teríamos que estar discutindo essas soluções", ressaltou Admiraal.


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